Vice de Trump viaja à Hungria para apoiar Orbán, que tenta reeleição no fim de semana
07/04/2026
(Foto: Reprodução) O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ao lado do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, durante visita do norte-americano a Budapest, em 7 de abril de 2026.
Bernadett Szabo/ Reuters
O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, desembarcou nesta terça-feira (7) em Budapeste para expressar o apoio de Donald Trump ao primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, que concorre à reeleição.
As eleições parlamentares, que ocorrem no próximo domingo (12), serão determinantes para a permanência de Orban, de 62 anos, no comando do país, após 16 anos no cargo.
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Pesquisas realizadas por institutos independentes preveem uma vitória com folga para o partido Tisza, do conservador pró-Europa Peter Magyar, que conseguiu construir em menos de dois anos um movimento de oposição capaz de desafiar a hegemonia de Orban.
As instituições pró-governo, por sua vez, dão como vencedora a coalizão Fidesz-KDNP, do atual premiê.
Vance viajou com a esposa, Usha, e foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, ao desembarcar no país.
"A relação e a amizade entre a Hungria e os Estados Unidos são muito importantes para nós. Em parte porque amamos o povo húngaro e esta nação e cultura incríveis, mas em parte porque o presidente ama vocês, e eu também, porque vocês são uma parte tão importante do que tornou a Europa forte e próspera", afirmou o vice-presidente norte-americano.
Quem é Viktor Orbán - primeiro-ministro da Hungria reeleito para um quarto mandato consecutivo
Aos jornalistas, Szijjártó disse que Vance e Orbán discutirão migração, segurança global, cooperação econômica e energética durante a visita.
Após se encontrar com o premiê húngaro, o vice-presidente dos EUA, um dos maiores defensores dos partidos de extrema direita da Europa dentro do governo Trump, criticou os "burocratas da União Europeia em Bruxelas" e os acusou de tentar prejudicar o governo do aliado:
"Os burocratas em Bruxelas tentaram destruir a economia da Hungria . Tentaram tornar a Hungria menos independente em termos energéticos. Tentaram aumentar os custos para os consumidores húngaros. E fizeram tudo isso porque odeiam esse cara".
Em uma publicação no X antes da chegada de Vance, o rival de Orban nas eleições, Peter Magyar, falou em interferência estrangeira:
"Este é o nosso país. A história da Hungria não é escrita em Washington, Moscou ou Bruxelas – ela é escrita nas ruas e praças da Hungria".