Uma semana de guerra no Oriente Médio: EUA exigem rendição, e Irã tenta estender o conflito com desgastes

  • 07/03/2026
(Foto: Reprodução)
Donald Trump exige rendição do Irã A guerra no Oriente Médio completa uma semana com sinais de escalada e de ampliação do conflito, sem fim em vista. Enquanto os Estados Unidos exigem a rendição do Irã e prometem intensificar os bombardeios, Teerã reage com ataques a bases militares e tenta prolongar a guerra, em meio à disputa pela escolha de um novo líder supremo. Israel também amplia sua ofensiva contra alvos iranianos, mas voltou a enfrentar tensão na fronteira com o Líbano após retaliações do Hezbollah. Ao mesmo tempo, países da região e da Europa são pressionados e acabam cada vez mais arrastados para a crise. Veja a seguir: Pressão máxima dos EUA e de Trump A resposta do Irã Israel amplia ofensiva A guerra se espalha VALE: Infográfico uma semana de guerra Editoria de Arte/g1 Pressão máxima dos EUA e de Trump O presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu a rendição incondicional do Irã nesta sexta e descartou qualquer acordo para encerrar a guerra iniciada no último sábado. A fala ocorre em meio à promessa de intensificar os bombardeios contra o país. EUA e Israel anunciaram uma nova fase da ofensiva, com aumento do poder de fogo e ataques à infraestrutura do regime iraniano. Na quarta (4), o Pentágono declarou que estava "vencendo a guerra". "Os Estados Unidos estão vencendo [a guerra] de forma decisiva, devastadora e sem piedade. (...) Estamos batendo neles enquanto eles estão caídos. (...) Vamos continuar atacando o Irã até decidirmos que está bom, e o regime iraniano não poderá fazer nada sobre isso", afirmou Pete Hegseth, secretário de Guerra dos EUA. No começo da semana, Trump disse estimar que a guerra dure de quatro a cinco semanas. Mas, segundo análise de Sandra Cohen no g1, os americanos estão transmitindo mensagens contraditórias sobre suas intenções e finalidades na guerra. Os primeiros resultados demonstram que o regime não caiu, nem dá sinais de que será derrubado, e indicam que o conflito se prolongará além das 'quatro ou cinco semanas' previstas por Trump. Leia a análise completa. As forças americanas afundaram um navio de guerra iraniano nas águas do Sri Lanka – em vez de recuar, o Irã disse que os EUA "vão se arrepender amargamente" da ação. Bases americanas no Oriente Médio foram alvos de ataques com mísseis ou drones, provocando reações até de aliados, que não queriam envolvimento com o conflito. Trump adotou um cerco militar semelhante ao usado na operação na Venezuela que resultou na captura do então ditador Nicolás Maduro. A diferença é que, no caso do país sul-americano, não houve resistência. No Oriente Médio, porém, o conflito se espalhou para outros países e não há sinais de recuo por parte do regime. 👉 A Casa Branca promoveu um cerco à Venezuela ao longo de meses, enviando uma frota militar que incluía o maior navio de guerra do mundo, o USS Gerald Ford, para águas internacionais no Mar do Caribe. Segundo o governo americano, a operação buscava combater uma rede de narcotráfico. 👉 Maduro foi capturado no dia 3 de janeiro e está preso nos Estados Unidos, enquanto o governo interino de Delcy Rodríguez segue negociando com Trump o futuro do país e do chavismo. Houve pouca resistência por parte das forças venezuelanas, além de sinais de cooperação para atender também aos interesses americanos. Há ainda o fator eleitoral: as eleições de meio de mandato nos EUA acontecem em novembro e vão definir se os republicanos terão o controle do Congresso. Os custos domésticos da ofensiva, no entanto, dividem até a base trumpista. Como funciona uma bomba atômica? Qualquer urânio serve para fabricá-la? Veja perguntas e respostas Volte ao menu. A resposta do Irã Israel faz novos bombardeios em Beirute e em Teerã Apesar da superioridade militar dos Estados Unidos e de Israel, o Irã tenta prolongar o conflito e regionalizá-lo para elevar os custos dos adversários. Segundo a professora Nicole Grajewski, do Centro de Estudos Internacionais (Ceri, na sigla em francês) da Universidade Sciences Po, na França, ouvida pela BBC, a estratégia é de uma "guerra de atrito": desgastar o oponente e drenar recursos até o enfraquecimento da sua capacidade de luta. Além disso, as forças iranianas têm apostado no Estreito de Ormuz como moeda de troca. A Guarda Revolucionária disse que a rota está sob seu controle e que iria fechá-la enquanto o território iraniano for bombardeado. 🗺️ Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Conecta os grandes produtores do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1 O Irã vinha passando por um processo de desgaste nos últimos meses. Em junho de 2025, foi alvo de uma incursão de Israel, que destruiu suas principais instalações nucleares. Teerã revidou com mísseis em Tel Aviv e outras cidades. Depois, passou por uma violenta onda de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. Khamenei, que foi o líder supremo do país por quase quatro décadas, foi morto na primeira onda de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel, no sábado (28). Outros importantes líderes da cúpula iraniana também foram atingidos. Agora, o Irã se mobiliza para eleger seu sucessor – e não dá sinais de ceder à pressão de Trump para envolver os Estados Unidos na escolha. Trump chegou a afirmar que "precisa se envolver" na escolha do próximo líder supremo e que não se importa se o governo será democrático. Ele afirmou ainda considerar inaceitável o filho de Khamenei, Mojtaba, como sucessor. Quem são os principais candidatos a novo líder supremo do Irã Entenda a sucessão do regime dos aiatolás no Irã Volte ao menu. Israel amplia ofensiva O Exército israelense tem feito uma série de bombardeios ao Irã. No início da ofensiva, usou a palavra "prevenção" para justificar os ataques. ➡️ Israel e Irã são adversários históricos. Durante anos, o confronto foi indireto. Teerã financia e apoia grupos armados que enfrentam Israel na região, como o Hezbollah. Na terça, deu início também a uma série de operações militares ao longo da fronteira com o Líbano. A trégua entre Israel e Hezbollah foi quebrada após o grupo libanês ter disparado mísseis contra o norte de Israel no domingo (1º), em retaliação à ofensiva contra o Irã. Mais de 200 pessoas morreram no Líbano desde o início das novas incursões. A França anunciou o envio de veículos blindados para Beirute, em meio aos ataques. ➡️ O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também enfrentará eleições neste ano, então o conflito com o Irã também se mostra uma oportunidade para demonstrar sua força política. Fumaça em Beirute após ataque israelense Mohamed Azakir/Reuters Volte ao menu. A guerra se espalha Análise: Irã ataca países do Golfo Pérsico para pressionar Donald Trump na guerra Europa: um míssil enviado pelo Irã foi abatido pelo sistema de defesa da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Turquia, acendendo um alerta. Trump tentou, ao longo da semana, atrair a cooperação de líderes europeus. Com a Espanha, ele ameaçou cortar relações comerciais após o governo negar o uso de suas bases pelos EUA. Reino Unido e França, por sua vez, cederam, mas restringiram o uso exclusivamente para a defesa dos aliados no Golfo, e não para atacar o Irã Oriente Médio: o Irã tem feito uma série de bombardeios de retaliação aos Estados Unidos mirando bases do país no Golfo Pérsico. Emirados Árabes, Arábia Saudita e Catar são alguns dos alvos. Isso atrapalhou o tráfego aéreo da região e tem trazido impactos à exportação de petróleo, com o fechamento do Estreito de Ormuz. Rússia: Moscou tem repassado ao Irã informações sobre a localização de ativos militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, como navios de guerra e aeronaves, segundo reportagem do jornal "The Washington Post". A resposta inicial aos ataques, no entanto, foi contida. Volte ao menu. Fogo é visto em Teerã após bombardeio em 06 de março de 2026. Wana via Reuters

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/07/uma-semana-de-guerra-no-oriente-medio-eua-exigem-rendicao-e-ira-tenta-estender-o-conflito-com-desgastes.ghtml


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