Trump sobre ataque em voo da FlyDubai para Israel: 'Acho que o Irã é responsável'
05/10/2026
(Foto: Reprodução) Emirados Árabes e Israel investigam copiloto que tentou derrubar avião
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (5) que acredita que o Irã foi o responsável pelo ataque em um voo da FlyDubai para Israel, na semana passada.
Ao ser questionado por jornalistas sobre o incidente e sua motivação, que segue sendo investigada, Trump afirmou:
"Acredito que o Irã é o responsável".
O presidente americano também confirmou relatos de que os EUA retiraram bombardeiros de uma base aérea no Reino Unido e falou que uma ameaça levou à decisão.
"Havia algumas ameaças, e em vez de provocar o inimigo — vamos capturar o inimigo e derrotá-lo, mas por que deveríamos deixá-los lá? —, nós os transferimos um pouco, não muito longe", disse.
O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com a imprensa antes de embarcar no helicóptero Marine One rumo a Grand Island, Nebraska
REUTERS/Eric Lee
Emirados Árabes lideram investigação
Os Emirados Árabes Unidos disseram neste sábado (3) que o copiloto do voo da FlyDubai atacou o comandante com um machado de emergência e tentou assumir o controle da aeronave durante o incidente ocorrido na quarta-feira (30).
Até então, não estava claro qual arma havia sido usada no ataque. Segundo o procurador-geral dos Emirados, Hamad Saif Al Shamsi, o episódio foi uma tentativa de ato "terrorista"
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O voo FZ1073, que seguia de Dubai para Tel Aviv, transportava mais de 170 passageiros e tripulantes quando o incidente aconteceu na quarta-feira.
Passageiros e tripulantes conseguiram dominar o copiloto. Um piloto reserva da FlyDubai que estava a bordo assumiu o controle da aeronave e pousou no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, onde o copiloto foi detido.
Copiloto foi identificado
Segundo a Reuters, o copiloto foi identificado como Hammam al-Hammami, cidadão de Omã, por uma fonte com conhecimento direto do caso. As autoridades dos Emirados Árabes Unidos não confirmaram imediatamente a identidade.
A investigação ainda está em andamento para determinar as circunstâncias do episódio, a motivação do copiloto e se houve outras pessoas envolvidas. As autoridades também analisam evidências físicas e digitais.
A classificação do episódio como tentativa de ataque "terrorista" é a primeira feita publicamente por uma autoridade dos Emirados. Até então, as circunstâncias e a motivação do ataque ainda eram investigadas.
A FlyDubai afirmou que as circunstâncias do incidente continuam sob investigação e que a companhia não está em posição de comentar mais detalhes.
O que aconteceu durante o voo
O avião saiu de Dubai com destino a Tel Aviv. Durante o voo sobre a Arábia Saudita, a aeronave perdeu cerca de 5 mil metros de altitude em pouco mais de 30 segundos, segundo dados do Flightradar24.
O comandante foi atacado dentro da cabine. A nova versão apresentada pelas autoridades dos Emirados afirma que o copiloto usou um machado de emergência, equipamento mantido na cabine para situações de emergência.
Depois do ataque, o comandante conseguiu abrir a porta da cabine. Passageiros e tripulantes ajudaram a conter o copiloto, enquanto outro piloto que estava a bordo assumiu os controles.
A aeronave pousou em segurança em Tabuk, na Arábia Saudita.
Investigação
Autoridades dos Emirados e de Israel participam da investigação. Os investigadores buscam esclarecer o que aconteceu dentro da cabine, a motivação do copiloto e se ele agiu sozinho ou recebeu orientação de outras pessoas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia dito anteriormente que o copiloto era cidadão de Omã e que poderia ter passado por radicalização islamista. Ele também afirmou que ainda não havia sido estabelecida uma motivação definitiva para o ataque. A investigação continua.
*Com informações da Reuters
O avião que transportava passageiros que estavam no voo da FlyDubai com destino a Israel, saído dos Emirados Árabes Unidos e desviado para a Arábia Saudita após emitir um sinal de emergência, chega ao Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Lod, perto de Tel Aviv, Israel.
Ammar Awad / Reuters