Supertufão Champi chega a 296 km/h e forma olho gigante no Pacífico

  • 21/10/2026
(Foto: Reprodução)
Imagem de satélite mostra o tufão Champi próximo à ilha de Guam, no Oceano Pacífico, antes de se transformar em um supertufão. Reprodução/CIRA O supertufão Champi, formado no Oceano Pacífico, atingiu ventos sustentados de cerca de 296 km/h (ventos que mantêm essa velocidade por algum tempo, e não só em rajadas rápidas) nesta semana e passou por uma rápida mudança no tamanho de seu olho, a região de relativa calmaria no centro da tempestade. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo o Centro Conjunto de Alerta de Tufões dos Estados Unidos (JTWC, na sigla em inglês), o ciclone alcançou intensidade equivalente à de um furacão de categoria 5, a mais alta da escala, na última terça-feira (20). No mesmo dia, a pressão atmosférica em seu centro foi estimada em 895 hPa, um valor característico de tempestades extremamente intensas. Nesta quarta-feira (21), o Champi começou a perder força, mas ainda mantém ventos intensos. O ciclone avança pelo Oceano Pacífico em direção à região entre Taiwan e o sul do Japão. Quando passou perto de Guam, território insular dos EUA na Micronésia, o olho do tufão tinha apenas 8 a 10 quilômetros de largura, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos na ilha. Dias depois, imagens do sistema mostravam um olho com cerca de 56 quilômetros. Com esse pico de 296 km/h, o Champi se tornou o ciclone tropical mais forte de 2026, segundo uma publicação da Nasa, a agência espacial norte-americana, que cita um levantamento do The Weather Network. Imagem de satélite de alta resolução mostra o olho do supertufão Champi no Oceano Pacífico, nesta terça-feira (20). Reprodução/CIRA/NOAA A mudança no tamanho do olho ocorreu enquanto o tufão passava por uma reorganização interna comum em tempestades muito fortes. 💨 ENTENDA: o olho é a área de relativa calmaria no centro do tufão. Ao redor dele fica uma faixa de nuvens muito carregadas, chamada parede do olho, onde se concentram os ventos mais fortes e as chuvas mais intensas. Em ciclones desse porte, uma segunda faixa de nuvens e tempestades pode começar a se formar mais afastada do centro e passar a envolver a parede original. Aos poucos, essa nova faixa ganha força enquanto a anterior enfraquece. Quando ela assume o lugar da primeira, o tufão fica com um olho maior, e a velocidade dos ventos pode diminuir por algum tempo antes de voltar a aumentar. Agora no g1 Meteorologistas identificaram sinais de que o Champi passou justamente por esse processo. Isso ajuda a explicar por que seu olho aumentou várias vezes de tamanho em poucos dias mesmo enquanto o sistema continuava extremamente intenso. A combinação chamou atenção porque tempestades com ventos tão fortes costumam concentrar sua maior intensidade em uma região menor perto do centro. Perfis especializados em meteorologia chegaram a sugerir nas redes sociais que o Champi poderia ter se aproximado do limite de força possível para um tufão com um núcleo tão grande. A afirmação, porém, não foi feita pelo JTWC nem pela Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês). Ao g1, o meteorologista Kerry Emanuel, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e referência no estudo dos limites de intensidade dos ciclones tropicais, disse considerar essa hipótese plausível. “Acho que o Champi chegou perto desse limite”, afirmou. Segundo Emanuel, mapas calculados para o Pacífico Oeste poucos dias antes do pico mostravam que as condições naquela área permitiam, em teoria, ventos entre 160 e 180 nós (296 a 333 km/h). Ele explica que esse limite não depende apenas da temperatura do mar. É resultado de uma combinação de fatores do oceano e da atmosfera que determina quanta energia uma tempestade pode transformar em vento. Emanuel também faz uma ressalva: há uma incerteza considerável nas estimativas feitas apenas por satélite. Sem medições realizadas dentro da tempestade por aviões, a velocidade atribuída ao Champi pode ter uma diferença de até cerca de 32 km/h, segundo o pesquisador. “A única maneira de obter uma boa estimativa é voar com uma aeronave dentro da tempestade”, explicou. LEIA TAMBÉM: Astronauta da Nasa flagra fenômeno luminoso raro durante tempestade vista do espaço; entenda Em fenômeno inédito, cientistas descobrem planeta que acelera sua própria destruição; entenda O teste de DNA em osso que pode reescrever a história do Egito antigo Fotógrafo do RS faz imagem incrível de cometa 'mais brilhante do ano'

FONTE: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/10/21/supertufao-champi-olho-gigante-no-pacifico.ghtml


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