ICE afirma que 14 imigrantes morreram em centros de detenção dos EUA em 2026
30/03/2026
(Foto: Reprodução) Agentes do ICE detêm imigrantes em telhado de casa durante obra nos EUA
O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) revelou nesta segunda-feira (30) que 14 imigrantes morreram em centros de detenção pelo país em 2026.
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O anúncio foi feito após a confirmação da 14ª morte: um mexicano que estava detido em Los Angeles, na Califórnia, no dia 25 de março.
José Guadalupe Ramos, que estava no Centro de Detenção de Imigrantes de Adelanto, foi encontrado inconsciente e sem reação em sua cama por funcionários da segurança e foi levado para um hospital da região, onde foi declarado morto, informou o ICE em um comunicado à imprensa.
Manifestantes protestam contra o projeto planejado de transformar um galpão em um centro de detenção do ICE em Roxbury, Nova Jersey, em 16 de fevereiro de 2026.
CHARLY TRIBALLEAU / AFP
Após a confirmação, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, falou sobre essa e mortes anteriores de cidadãos do país e afirmou:
"Agora vamos tomar medidas adicionais. Vamos tomar diversas providências para protestar contra a morte de mais um cidadão mexicano nos Estados Unidos".
Pelo menos 31 pessoas morreram sob custódia do ICE em 2025, o maior número em duas décadas.
O número de imigrantes sob custódia do ICE em detenções pelo país também atingiu níveis recordes, com 68 mil pessoas presas no início de fevereiro, segundo a agência de notícias Reuters.
Troca de comando após polêmicas
Kristi Noem e Markwayne Mullin
g1; Reuters
No início do mês, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu Kristi Noem do cargo de secretária de Segurança Interna e escolheu como substituto o senador americano Markwayne Mullin, republicano de Oklahoma.
O Departamento de Segurança Interna, comandado por Kristi Noem, chamada de "Barbie do ICE", vinha sendo alvo de muitas críticas por causa da truculência nas operações contra imigrantes e também por conta das duas mortes que ocorreram em Minneapolis.
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No fim de janeiro, o governo Trump passou a liderança da investigação sobre o assassinato de um deles, o enfermeiro Alex Pretti, durante um protesto em Minneapolis, que estava a cargo da Divisão de Investigações do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS na sigla em inglês) para as mãos do FBI.
A decisão de deixar a divisão do DHS na liderança da investigação inicialmente foi incomum e levantou questionamentos entre autoridades policiais federais.
Eles argumentavam que o órgão normalmente não é encarregado de investigar tiroteios envolvendo policiais e não possui a estrutura ou os equipamentos necessários para lidar com elementos essenciais desses casos, como análise balística, perícia forense, exame de armas de fogo, revisão de vídeos e busca de testemunhas em larga escala.
Apesar da pressão feita, inclusive por aliados republicanos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seguia defendendo o trabalho de Noem.