EUA ordenam saída de funcionários da embaixada americana na Arábia Saudita

  • 21/10/2026
(Foto: Reprodução)
'Mãe de todas as bombas': como é a arma poderosa que os EUA planejam usar contra o Irã O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou a saída de funcionários não essenciais do governo americano e de familiares na Arábia Saudita em meio à escalada de tensões com os rebeldes houthis, do Iêmen, apoiados pelo Irã. A informação foi confirmada pelo governo americano nesta quarta-feira (21). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Mais cedo, a agência Reuters havia informado que os Estados Unidos se preparavam para retirar funcionários e familiares de embaixadas americanas em toda a região do Golfo. Logo depois, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, disse que a informação era imprecisa e afirmou que a ordem se aplica apenas à Arábia Saudita. Em comunicado, Pigott afirmou que os houthis têm intensificado as hostilidades contra o país, incluindo ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas. Segundo o porta-voz, as ofensivas provocaram mortes de civis e interrupções no transporte. A Embaixada dos Estados Unidos em Riad, capital saudita, também emitiu um alerta de segurança nesta quarta-feira sobre a possibilidade de novos ataques dos houthis contra o país, após ofensivas recentes, incluindo um ataque ao aeroporto da cidade. Os Estados Unidos costumam ordenar a retirada de funcionários de regiões onde há escalada de tensões. O país adotou uma medida semelhante em janeiro deste ano, pouco mais de um mês antes do início da guerra contra o Irã. Movimentações em bases militares e embaixadas, além de alertas de viagem, também foram comuns nos dias anteriores ao ataque de Israel ao Irã, em junho de 2024. Plano de Israel para atacar o Irã O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com membros da imprensa ao sair da Casa Branca rumo ao Kansas, em Washington, DC, EUA, em 19 de outubro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque O alerta sobre a segurança de funcionários americanos foi divulgado no mesmo dia em que o jornal Financial Times revelou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impediu Israel de realizar novos ataques contra o Irã neste mês. Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está pressionando pela retomada de ataques em larga escala contra o Irã. Segundo o FT, Israel havia preparado um plano para bombardear a infraestrutura energética iraniana, incluindo instalações nucleares. A ofensiva seria ainda mais intensa do que os ataques realizados em fevereiro, quando a guerra começou. A ideia, segundo autoridades ouvidas pelo jornal, seria pressionar o Irã a fechar um acordo rapidamente. A ofensiva estava programada para começar em 10 de outubro, mas não recebeu o apoio dos Estados Unidos. O jornal afirmou que Trump não quer uma retomada da guerra antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro. A ofensiva enfrenta forte rejeição do eleitorado e contribuiu para o aumento do custo de vida no país. O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, viajou a Israel na segunda-feira (19) e se reuniu com Netanyahu. A visita não havia sido anunciada previamente pelo Pentágono. Israel também terá eleições parlamentares no dia 27 de outubro. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/10/21/eua-se-preparam-para-retirar-funcionarios-de-embaixadas-no-oriente-medio-diante-de-possivel-retomada-na-guerra-diz-agencia.ghtml


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