Após Trump falar em 'destruir o resto do Irã', EUA oferecem US$ 20 milhões por informações sobre o programa nuclear iraniano
07/11/2026
(Foto: Reprodução) Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente do Irã, Masoud Pezeshkian
Evelyn Hockstein/Reuters e Angelina Katsanis/AP Photo
O governo Trump ofereceu na sexta-feira (7) US$ 20 milhões (cerca de R$ 110 milhões) por quem fornecer informações sobre o programa nuclear do Irã.
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A oferta, difundida pelo Comando Central do Exército norte-americano, ocorre em meio a rumores de que o presidente dos EUA, Donald Trump, possa ordenar novos bombardeios de grandes proporções contra o programa nuclear iraniano e após Trump falar que cogita "destruir o resto do Irã" —em referência à guerra no Oriente Médio.
O governo Trump afirmou oferecer "uma recompensa de até US$ 20 milhões e a possibilidade de reassentamento para quem fornecer informações sobre o programa nuclear do Irã, incluindo suas instalações, equipamentos e pessoas envolvidas, como integrantes da comunidade científica, ou sobre o deslocamento de qualquer um desses elementos."
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No comunicado, o governo Trump também mencionou um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) —órgão da ONU regulador da energia nuclear a nível mundial— que denunciava que o Irã estava enriquecendo urânio acima do nível permitido pelo Tratado de Não Proliferação (TNP) nuclear, do qual o país é signatário. Teerã nega e afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos.
A movimentação ocorre após Trump e outras autoridades do governo dos EUA terem afirmado diversas vezes ao longo dos últimos meses que o programa nuclear iraniano havia sido totalmente destruído —tanto pelo bombardeio surpresa com bombas penetrantes em junho de 2025 quanto na guerra contra o Irã, que já dura oito meses sem previsão de ser finalizada.
Por trás das falas públicas, a Inteligência do governo dos EUA avalia que mesmo após os bombardeios ocorridos durante o conflito, o Irã poderia produzir uma arma nuclear em até um ano. Nos últimos meses, Trump e seu secretário de Guerra, Pete Hegseth, bateram boca por conta da guerra, segundo a imprensa norte-americana.
Trump argumentou que a guerra era necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares e prometeu que o país do Oriente Médio nunca teria acesso a tal armamento.
Trump culpou a guerra do Irã por derrota histórica nas midterms
O presidente dos EUA, Donald Trump, tira o chapéu por um instante ao sair do espelho d'água do Lincoln Memorial, após sua reabertura depois de meses de reformas, em Washington, DC, EUA, em 2 de novembro de 2026
REUTERS/Umit Bektas TPX IMAGES OF THE DAY
Nesta semana, Trump reconheceu afirmado que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato nos EUA, conhecidas como midterms.
👉O partido do presidente perdeu a maioria na Câmara e no Senado, em um movimento chamado pela imprensa americana de "onda azul", em referência à cor do Partido Democrata.
Na ocasião, Trump foi questionado se o ataque valeu a pena. Ele respondeu que sim: "Bem, não há escolha... Tem que ser feito. Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear, ou tudo o que vocês veem aqui pode, um dia, deixar de existir."
A guerra contra o Irã, iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro, provocou uma disparada nos preços dos combustíveis, nas passagens aéreas e na inflação geral. Estimativas apontam que a guerra custou o equivalente a até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 508 bilhões) aos cofres americanos, segundo fontes do Pentágono.
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